"...Eles não sabem nem sonham que o sonho comanda a vida e que sempre que um homem sonha o Mundo pula e avança como bola colorida entre as mãos de uma criança..." António Gedeão - "Pedra Filosofal"
Um ano fantástico para todos/todas aqueles/aquelas que passam ou já passaram pelo meu "Refúgio". Vivam emoções sem fim... Formulem desejos e não deixem de acreditar que se vão realizar.
Abraço grande com imensa amizade e um sorriso :) festivo. Um brinde especial aos sonhadores!..
Um DOCE e SANTO NATAL para todos e todas que me visitam. Em PAZ. Sobretudo com Calor Humano... Porque o mais importante são mesmo as Pessoas a quem queremos BEM. E os momentos especiais acontecem quando partilhamos Afectos.
Ofereço-vos mimos e sorrisos :))) em forma de presente.
"Começar de Novo" - SimonePorque ontem foi o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência. Quanto a mim estas pessoas são seres humanos como todos os outros, apenas mais especiais, únicos. Merecem o nosso afecto, apoio e respeito. Com menos recursos vão muitas vezes mais além. Superando as suas dificuldades e limitações. Olhar apenas para a deficiência é simplesmente não ver a pessoa.Um abraço solidário para todos/todas e um sorriso do tamanho do Mundo :)Deixo uma foto da Companhia de Dança Madeirense que junta bailarinos com e sem deficiência, mostrando que a Arte não faz distinção. Projecto que visa a plena inclusão social."Dançando com a Diferença"Um fim-de-semana com paz e serenidade para quem me visita. Fiquem bem. Um abraço terno :)))))
Chuva miudinha… Aguaceiro… Colorido de chapéus ao sabor do vento Sabe-me bem ouvir a musicalidade dos pingos que vão caindo, Devagar, ou abruptamente… Em especial se estou no aconchego do lar Escondida entre os lençois Outras vezes, se estou de bem comigo e com a vida Apetece-me cometer uma loucura Recebê-la no meu corpo, senti-la... Correr até quase perder o fôlego Ficar encharcada e rir do meu ar “patético” Custa mais quando chove dentro de nós… Na altura em que a vida nos prega uma partida Inundando as emoções… Obrigando-nos a crescer e a mudar de atitude Sem desistir… A “ir à luta” tornando-nos mais fortes Escolho acreditar na vinda da Luz Em forma de um pequeno raio de Sol Uma nesga de Azul… A todos/todas os meus desejos de uma boa semana, com paz e serenidade. De bem com o Mundo! Mimos a perder de vista e muitas, muitas emoções (positivas)! Um grande sorriso :)
Vinicius de Moraes, num poema simples e intenso ao mesmo tempo.
“Duas Canções do Silêncio”
Ouve como o silêncio Se fez de repente Para o nosso Amor Horizontalmente... Crê apenas no Amor E em mais nada Cala; escuta o silêncio Que nos fala Mais intimamente; ouve Sossegada O amor que despetala O silêncio... Deixa as palavras à Poesia...
Gosto de passear os olhos pelo oceano e os seus segredos banhar-me em imaginação e sorrir por dentro Desfrutar do rebentamento de cada onda em flocos de espuma branca Enquanto fecho os olhos, procuro suspender os pensamentos escuto apenas o esvoaçar das gaivotas E sinto a água fria nos pés nus Lentamente, caminho ao encontro de conchas e búzios Esqueço-me de mim…
A semana já vai no fim. Desejo-vos que termine da melhor forma, e que o fim-de-semana valha a pena. Deixo uma imagem do Zorro, que não é um rafeiro qualquer. É único para quem o ama. Faz-me bem quando o revejo, é uma excelente terapia. Acariciar-lhe o pêlo, dar-lhe os mimos de que tanto gosta (quem resiste a ser mimado?). Os animais fazem vir ao de cima o melhor de cada pessoa! Fica também aqui a Poesia do Grande Mia Couto. Beijos, abraços e mil sorrisos ternos :)))
"Confidência"
Diz o meu nome pronuncia-o como se as sílabas te queimassem os lábios sopra-o com suavidade para que o escuro apeteça para que se desatem os teus cabelos para que aconteça
Porque eu cresço para ti sou eu dentro de ti que bebe a última gota e te conduzo a um lugar sem tempo nem contorno
Porque apenas para os teus olhos sou gesto e cor e dentro de ti me recolho ferido exausto dos combates em que a mim próprio me venci
Porque a minha mão infatigável procura o interior e o avesso da aparência porque o tempo em que vivo morre de ser ontem e é urgente inventar outra maneira de navegar outro rumo outro pulsar para dar esperança aos portos que aguardam pensativos
No húmido centro da noite diz o meu nome como se eu te fosse estranho como se fosse intruso para que eu mesmo me desconheça e me sobressalte quando suavemente pronunciares o meu nome
De repente, as estrelas desapareceram do meu céu. Sinto a falta da sua luz e do brilho, ao anoitecer, Não é possível comunicarmos, porque desconheço a linguagem delas Se alguém vir por aí uma estrela cadente, por favor, avise-me... Tenho um desejo guardado, à espera de se concretizar. Prometo que o vou pedir devagarinho, em voz baixa e doce. Não quero acordar a Lua...
Um fim-de-semana cheio de calor humano para todos os que me visitam. Fiquem bem. Mil sorrisos :) Depois da voz e da expressão poética de Fernando Tordo, fica um Poema de José Luís Peixoto. Sentimo-nos tão pequeninos perante esta grandiosidade, deixa-nos mudos!
"A Criança em Ruínas" Um dia quando a ternura for a única regra da manhã
Um dia, quando a ternura for a unica regra da manhã acordarei entre os teus braços. A tua pele será talvez demasiado bela. e a luz compreenderá a impossivel compreensão do amor. Um dia, quando a chuva secar na memória, quando o inverno for tão distante quando o frio responder devagar com a voz arrastada dum velho, estarei contigo e cantarão pássaros no parapeito da nossa janela. Sim, cantarão pássaros, haverá flores, mas nada disso será culpa minha, porque eu acordarei nos teus braços e não direi uma palavra, nem o princípio duma palavra, para não estragar a perfeição da felicidade
No meu barco imaginário navego sem rumo certo Tonta, as ideias baralhadas só não me quero perder de mim Entregue a ventos, chuva e maresia a neblina esconde a realidade Ajudem-me a chegar ao cais…
No meio da turbulência reencontrei a harmonia, o Amor e a intensidade através da escrita desta Poetisa. Deixo-vos com ela. Um "mimo" para todos vocês.
A tua pele descalça
Veio uma onda. A varrer o meu sono. Caminhava nele como caminho na areia. Nada me une ou divide. Nada me retém. Sentas-te onde me sento no teu colo e peço sempre a mesma história. A tua voz cria as memórias que hei-de ter . Por agora caminho ao longo das gaivotas e grito como elas quando a maré baixa. Às vezes apoio-me num rochedo para dizer “casa” e logo desmorono. Sigo descalça como tu para dizer “seguimos”. Mas são apenas sons sob o sol de Maio. Murmúrios do que não serei. Sempre tive problemas com o verbo ser. Faço e desfaço as malas, entro e saio das gavetas. Pausa na camisa que vestiste da última vez. Uma vontade de a amarrotar, desapertar os botões e sentir lá dentro a tua pele cá fora. Tudo isto é tão verdade como podem ser os botões de uma camisa escrita. Confesso que não pensei na cor, ou se era às riscas. Agora acho que podia ser a de quadrados. Em qualquer delas a tua pele entra na minha.
Porque Novembro é o meu mês. O Outono veste a natureza com as suas belas cores, tons contrastantes em castanho, amarelo, laranja, e é fabulosa a intensidade da luz nesta estação. Este ambiente nostálgico,o escuro surgindo mais cedo, entristece-me um pouco, mas acaba por me inspirar nesta aventura da escrita. Que me estimula sem nunca me cansar, dá-me vontade de caçar outras emoções, partir para novas descobertas. Deslumbro-me, entusiasmo-me, todos os dias como se fosse a primeira vez!... Aqui vos deixo o “meu” Adeus à época estival, nas palavras de Ruy Belo, um dos meus Poetas de eleição.
Espaço para uma canção As noites desmedidas de Novembro abertas sobre a queixa rígida das árvores Inauguram o Outono sobre a terra Adeus ó meu Verão impiedoso ó limpidez da água sobre as pedras ó inúmeros galos da manhã ó tempestade agreste de alegria É o país da música é a fome da noite impossível estar só razoável rapaz meu príncipe da própria juventude Nos cabelos de vento do mar morto do destino fundo antigo de água conchas e areias no centro solitário deste solo ante a solenidade sensual do sono eu olho os paralelipípedos do nada não me detenho nos umbrais das trevas caminho numa mesma direcção Onde o cheiro da esteva sobre a vila o trigo para o campo do olhar as estrelas abertas pelo céu? Ponho os pés sobre as folhas no asfalto espero por Dezembro mês para morrer evoco a luz discreta das doenças de outrora Aqui os cisnes são da cor da cinza e o vento devasta o país dos pauis quando perto do chão a última cigarra anuncia a definitiva solidão Que é momentos puros de outra vida da luminosa luz como ferro em fusão do silêncio como a nossa melhor obra? Eu te saúdo Outono punitivo sinal desse silêncio que me não permite desistir de cantar enquanto vivo Que o vento a névoa a folha e sobretudo o chão caibam dentro do espaço da minha canção
Ter um Amigo é bom, mas ser amigo de alguém é ainda melhor... Nenhum caminho é longo demais se estamos acompanhados. Este “Post” é dedicado a todos os meus Amigos, seres únicos e muito, muito especiais. Por isso, lembrei-me do livro “O Principezinho”, que decerto conhecem, e da conversa entre ele e a raposa, para ilustrar a Amizade. Amigos próximos ou mais distantes, não importa. Os que me enviam e-mails, ou sms que me fazem sorrir e enchem o coração. Todos aqueles que passam ou passaram por este Blog, mesmo sem deixar um comentário. É claro que as palavras ajudam a alegrar os meus dias, e o facto de sentir que estão comigo dá-me forças para continuar, e sentir que vale a pena. Muito obrigada. Cada bocadinho de mim, da pessoa que eu sou, também é vosso. Como estou a falar da Amizade, faço aqui um pequenino aparte para prestar homenagem a uma Grande Amiga que perdi (não era uma bloguista). Alguém que me sinto privilegiada só por ter conhecido. Mesmo que não fôssemos muito próximas, a simples presença dela encheu-me de Luz. Sinto-me triste, mas quero recorda-la pela sua alegria de viver, no gosto pela dança que nos uniu. Proporcionou-me um dos melhores dias da minha vida, sem o saber. A canção “Just when I needed you most”, também é para ela.
Meus queridos, um beijo imenso e mil e um abraços carinhosos. Fiquem bem, um excelente início de semana, sempre com uma atitude positiva… Um sorriso :)
Os seus dedos estavam trémulos. Só queria perder o avião e ficar em terra. Precisava de um pretexto qualquer. Um atraso não seria mau. Da janela do táxi amarelo vislumbrou o anoitecer, sereno, com raras estrelas. Sem o vento a perturbar. Relembrou-se dela, das gargalhadas. A sua imagem de marca. Espontâneas, quase indecentes. Deixavam-no desconcertado. Desejava tê-la nos braços, agora, naquele momento. Queria tanto que a Lígia lhe tivesse pedido para ficar, uma única vez teria sido suficiente. Pareceu aceitar o facto com indiferença a roçar a frieza. Só lhe disse “Não deixes escapar esta oportunidade. Agarra-a!”. Os olhos verdes dela a transparecerem certezas. Vítor ficou confuso, e ainda procurou sinais de um sim que diz não no seu rosto, mas não os conseguiu encontrar. Também por isso, não quis despedidas. Não as tolerava, assustavam-no. Sentia-se de rastros. Acabava quase sempre por não conseguir partir. E, não era isso que queria? Azar, não havia trânsito. Chegou a horas. “Também posso fingir que perdi o bilhete”. Ou, por distracção, deixei-o na gaveta da cómoda. Imaginou-a entre a multidão. De branco, em sinal de harmonia e paz. Quase sentia o aroma do seu perfume. De súbito, lembrou-se que o gato não tinha regressado a casa ontem à noite. Quando voltasse, ele não estaria lá para o receber, alimenta-lo. Poderia voltar atrás por causa disso. Estava quase, quase a decidir entrar no avião, a cabeça semeada de dúvidas. Um velho amigo dos tempos de escola, a aparecer de repente no aeroporto, poderia salvá-lo. Fazê-lo atrasar-se com conversa, recordações, “implorar” para tomarem um café. Não adianta. Não conseguia partir, fez o percurso inverso. Ligou-lhe para o telemóvel. Estava desligado. Ela telefonou-lhe, mais tarde, e ficou a saber que tinha apanhado o voo que ele “perdeu”.
Lá fora, a janela mostra-nos a neblina, desenhando um tom misterioso na paisagem. Sinais de um amanhecer imprevisível. Cá dentro, no quarto, escondida pelo aconchego do edredão, o clima parece ameno. Voltou a relê-la, a inalar-lhe o perfume, enquanto trincava um “after eight”. Repetiu o mesmo gesto, vezes sem conta. Achava-a patética, pirosa, fora de moda. Tem tudo a ver com o que pretende transmitir. Não é possível acrescentar uma única vírgula ou suspiro. Vestígios dele? Depois dos dois olhares se terem cruzado à entrada do liceu, ficou desarrumada por dentro. Sentia-se tonta, perdida, sem rumo, e adorava aquele estado de embriaguez, longe dela própria. Tornou-se uma espectadora atenta dos seus pequenos gestos quotidianos. De longe, tentava adivinhar-lhe os pensamentos. Visitar os lugares secretos. Ficou amiga do seu melhor amigo só para chegar mais perto. Não queria ser previsível e enviar-lhe um e-mail ou sms. Isso estava ao alcance do “comum dos mortais". Desejava ir mais longe e surpreendê-lo em formato cor-de-rosa. Numa folha de papel escrita à mão. Poderia achá-la louca, imbecil, mas de certeza que não conseguiria ficar indiferente. Ganhava coragem para concretizar o seu objectivo e coloca-la no correio… Mirou-se ao espelho, meio ensonada. As boxers vermelhas e o top branco não estavam lá. O seu corpo tinha desaparecido. Só revia a imagem dele. “Meu Deus!” Pensou. “Ele tomou mesmo conta de mim e dos meus domínios”. Conseguiu finalmente relaxar ao som de Sérgio Godinho com “Às vezes o Amor”, imersa na espuma doce e alva de um banho de imersão. E se não resultasse? Restava-lhe refugiar-se na sua caixa de mímica imaginária, sem palavras. Saiu da banheira e envolveu-se no turco azulão. Ainda precisava de um selo e tinha de descobrir um marco do correio. Sim. Era apenas uma carta de amor. Tão ridícula como qualquer outra. Porém, será que hoje ainda alguém se atreve a escrever?..
“Perfeito!” Sentia-se uma diva naquele vestido preto. Espalhou algumas gotas de perfume, cuidadosamente, por detrás das orelhas e no pescoço. Ia calçar as sandálias prateadas (oxalá o verniz já estivesse seco), quando… “O meu brinco, falta-me um brinco!” Nesse momento soou a campainha. “Não pode ser. Deus não existe!” Já estava um pouco atrasada e aquele jantar era demasiado importante. Finalmente, Ele tinha-a convidado. Teria de “voar” até ao restaurante. Outra vez. Aquele som inoportuno estava a deixa-la louca. Conhecia o toque, era-lhe familiar. Pertencia à vizinha de cima, uma “solteirona incorrigível”, famosa pelas suas histórias fantásticas, intermináveis e cheias de pormenores. Deveria ter alguma recente e andava à procura de mais uma “vítima” com quem a partilhar (provavelmente já a tinha repetido dezenas de vezes). Insistia. Que falta de bom senso! Matilde tinha dificuldade em dizer “não”, apesar de saber que em muitos casos temos de dizer não aos outros para dizer sim a nós próprios. Tinha parado. Espreitou pelo buraco da fechadura. Continuava lá, especada, com aquele ar tristonho de “cãozinho abandonado”. Talvez à espera de um milagre. Não lhe queria mal. Era apenas uma pessoa solitária a precisar de mimos em jeito de conversa, alguém que lhe desse “colo”. Não conseguia ficar indiferente. Precisava de sair, mas como? Ligou, porém Ele não atendia. Deixou-lhe um sms onde dizia “Aconteceu um imprevisto. Chego mais tarde. Por favor, não te vás embora. Beijos”. Se calhar, estava zangado e nem lhe queria falar. Já passava bastante da hora combinada, muito mesmo. Olhou de novo lá para fora. Finalmente, o caminho estava livre. Respirou fundo. Reparou no brinco que lhe faltava, caído, perto do espelho. Talvez, Ele ainda estivesse lá… Porém, quando abriu a porta, hesitou. Ficou ali alguns instantes parada, sem reacção, meio tonta. Depois, desceu com vontade de subir.
Hoje acordei ao som da voz da Maria Bethânia. Grande voz! Deu-me uma imensa vontade de fazer um Post... Esta canção mexeu, mexe comigo. Pela sua intensidade, o jogo de palavras. Presente também na poesia do texto que é declamado, e principalmente sentido, antes da própria canção. Quando o escutamos ficamos presos a ele.
Maria Bethânia - "Um jeito estúpido de te amar"
Eu sei que eu tenho um jeito Meio estúpido de ser E de dizer coisas que podem magoar e te ofender Mas cada um tem o seu jeito Todo próprio de amar e de se defender Você me acusa e só me preocupa Agrava mais e mais a minha culpa Eu faço, e desfaço, o contrafeito O meu defeito é te amar demais Palavras são palavras E a gente nem percebe o que disse sem querer E o que deixou pra depois Mais o importante é perceber Que a nossa vida em comum Depende só e unicamente de nós dois Eu tento achar um jeito de explicar Você bem que podia me aceitar Eu sei que eu tenho um jeito meio estúpido de ser Mas é assim que eu sei te amar
Composição: Isolda e Milton Carlos Canta: Maria Bethânia
“…O rosto não é o espelho da alma, mas a moldura da alma. Não é a nossa alma que se vê através do rosto, mas sim a alma que queremos mostrar ao exterior…” (pensamento retirado de um comentário em http://sociedade-civil.blogspot.com/). Vi um pouco do programa alusivo a este tema na RTP 2. Achei-o interessante, inspirou-me a escrever. Na infância parecemo-nos com “diamantes em bruto”, ainda não fomos “lapidados”. Rimo-nos se estamos alegres, choramos quando nos sentimos tristes. Por outras palavras, somos autênticos na altura de demonstrar as emoções. À medida que crescemos, aprendemos a defender-nos e a sobreviver em sociedade, utilizando “máscaras”. Tornamo-nos actores no grandioso palco/teatro da vida. Uns mais que outros, claro! Usamos o sorriso e o olhar como “armas de sedução”. Conseguimos engolir as lágrimas no fim de um relacionamento. Porque não desejamos que o outro nos veja magoados e vulneráveis, guardamo-las para mais tarde as soltarmos no silêncio do nosso “cantinho”. Fingimos segurança (aparente) no momento exacto em que, sem convicções, trememos por dentro. Exibimos uma cara sorridente quando alguém nos oferece um presente que não parece servir-nos absolutamente para nada. Só porque faz parte das regras de boa educação. Fico apenas com dúvidas sobre o facto de conseguirmos “ludibriar” aquelas raras pessoas que nos conhecem melhor que nós próprios. As que nos “sabem de cor” como canta Paulo Gonzo no vídeo que coloquei neste post. Fica a sugestão em forma de livro se estiverem interessados em aprofundar o assunto, deixada pela “Sociedade Civil”: “A Psicologia das Emoções: O fascínio do rosto humano”. Edições Universidade Fernando Pessoa. Autor: Freitas -Magalhães
A poesia que transborda desta canção já esteve ou vai estando muito presente, em certos momentos da minha vida...
Eu sou nuvem passageira Que com o vento se vai Eu sou como como um cristal bonito Que se quebra quando cai
Não adianta escrever meu nome numa pedra Pois esta pedra em pó vai se transformar Você não vê que a vida corre contra o tempo Sou um castelo de areia na beira do mar
A lua cheia convida para um longo beijo Mas o relógio te cobra o dia de amanhã Estou sózinho perdido e louco, no meu leito E a namorada analisada por sobre o divã
Por isso agora o que eu quero é dançar na chuva Não quero nem saber de me fazer ou me matar Eu vou deixar em ti a vida e a minha energia Sou um castelo de areia na beira do mar
Porque é Verão, que se quer quente, leve e descontraído, lembrei-me. De uma série de que me prendia ao ecrã da televisão, e marcou pela positiva os jovens da Península Ibérica, no início dos nos anos 80. Passava-se na cidade de Nerja, em Málaga. Vivi com aquele grupo todas as suas aventuras e desventuras. Alegrias, tristezas, emoções. E, confesso que tenho muitas saudades, por isso fui buscar este vídeo… Esta música já tocou no meu telemóvel!
Uma confidência em forma de história passada num destes dias 08 de Março, quando se comemora o Dia da Mulher… Por fora um edifício antigo, nada sedutor. Procura-se uma explicação viável para aquela correria de longas filas à entrada. “Também sobe?”. “Será que há lugar para mais uma?”. Aparato invulgar. Os dois elevadores estão avariados e só o monta-cargas funciona. Por vezes há decisões difíceis de tomar. Digamos que não é fácil atingir o oitavo andar a pé, em tom de passeio. Requer exercício e sobretudo “espírito desportivo”. Descer é bem mais divertido… Finalmente! Até aqui nada a assinalar. O espaço é simples e modesto. Porém, a sala está repleta. É aconselhável reservar mesa com antecedência. Escolhe-se o prato na lista. Talvez a “cachupa” seja uma boa opção, tem tudo a ver. Aguarda-se o almoço nas mesas entre conversas e sorrisos. Vai e vem de empregados, os quais ensaiam os primeiros passos de dança. É agora! Chegam os cantores, começa a música e algo muda. Eis a verdadeira atracção deste lugar. Ouvem-se as vozes de uma “morna” que convida a entrar neste grandioso “espectáculo”. Uma roda de pessoas que se vai tornando mais densa chega-se à frente e começa a soltar-se, o ritmo é o seu guia. Mistura de corpos cúmplices e ilusões. Deixam de existir idades, raças, classes sociais. Todos se fundem num quadro colorido. Deixo-me levar por aquele momento, eterno enquanto dura, os meus olhos brilham, sinto-me viva. Reencontro pessoas que não via há anos, livre, não paro de dançar. Penso que quem teve a ideia deste almoço e é frequentadora assídua do local nem imagina os momentos deliciosos que me proporcionou. Neste momento a minha Amiga atravessa uma fase menos boa que vai com certeza ultrapassar. É provável que não leia este post apesar de às vezes passear pela net. Mas, porque é uma pessoa “Especial” envio-lhe muito carinho e um abraço do tamanho do Mundo.
O local de que estive a falar é a Associação Cabo-Verdiana. Alguém conhece ou ficou com vontade de conhecer?
Encontrei esta frase que me sensibilizou por acaso, num comentário do Blog http://7leitores.blogspot.com. Visitem, porque vale mesmo a pena…
Partir em viagem é mágico! Não conheço ninguém que não se sinta completamente “embriagado” com a expectativa de conhecer novas culturas, outros lugares. Misturar-se com as pessoas, perder-se nos cheiros, partilhar sabores e envolver-se com as paisagens. O apelo exterior é intenso. Regressamos exaustos, porém, felizes!
Um Livro é o nosso passaporte para viajarmos e enriquecermos interiormente. Possibilita altos voos, estimula a criatividade e imaginação. Idealizamos as personagens, recriamos o ambiente, cores e texturas. Através do nosso entusiasmo passamos a fazer parte do enredo, envolvemo-nos. Estamos lá, leitores atentos, a aguardar o desenrolar dos acontecimentos numa aparente proximidade. Quando gostamos a sério de uma obra entregamo-nos por inteiro e sem receios. Devoramos cada palavra, cada frase, cada página, a correr, com paixão!!!
Os livros que me marcaram e fizeram parte da minha história sempre estiveram lá quando precisei deles. Companheiros inseparáveis dos dias cinzentos e de todos os outros que nos fazem sentir “os donos do Mundo”. Preenchi livros em branco e fui encontrando as respostas que já sabia. Formulei novas perguntas às quais não sei responder de todo. Porque escrever faz parte do meu caminho, liberta-me, é um bom vício.
Mas é de ler que se trata. E cada vez que me aventuro nesta imensidão da Leitura adquiro mais consciência do que ainda tenho para aprender e desvendar. E não me canso de explorar novos caminhos, percorrer atalhos e até seguir por estradas desconhecidas e sinuosas. Todos os dias.
Seria tão triste, pobre um Mundo sem livros, uma ideia impensável… Não consigo sequer imaginar. Obrigada, simplesmente por existirem!
Eis a minha forma de vos desejar um doce início de semana... Porque não dar uma oportunidade à música e deixar o que os olhos passeiem pela paisagem? Aproveitem bem este momento!
Não se esqueçam de escrever por dentro do peito: nós nascemos para ter asas.
No entanto, em épocas remotas vieram com dedos pesados de ferrugem para gastar as nossas asas assim como se gastam tostões.
Cortaram-nos as asas como se fôssemos apenas operários obedientes, estudantes atenciosos, leitores ingénuos de notícias sensacionais, gente pouca, pouca e seca.
Apesar disso, sábios, estudiosos do arco-íris e de coisas transparentes, afirmam que as asas dos homens crescem mesmo depois de cortadas, e, novamente cortadas de novo voltam a ser.
Aceitemos essa hipótese, apesar de não termos dela qualquer confirmação prática.
Ficar invisível... mesmo que por breves instantes Penso que todos já desejámos ter super-poderes e encarnar os super-heróis da infância em aventuras extraordinárias. Sonhando, talvez...
Na realidade, na maioria das vezes queremos estar bem visíveis para os outros, em especial para determinadas pessoas! Precisa-se não somente que olhem com olhos de ver, mas sobretudo reparem. No penteado diferente, na lingerie mais ousada, nas pequenas-grandes mudanças operadas no lar, em gestos que podem fazer a diferença.
E enganamo-nos a quando afirmamos que não tem importância aquele “desinteresse”, até é natural. Jogamos ao “faz de conta” no sentido de nos protegermos de um imenso “balde de água fria”.
Noutras alturas ansiamos por um bom ouvinte Alguém que não ouça simplesmente, mas escute entrando no nosso Mundo interior. O ser humano comum limita-se a ouvir o eco da sua voz vezes sem conta, rodopiando nos seus pensamentos e “dramas diários”. Julga que é suficiente a presença física aliada a alguma representação.
Em raríssimos momentos de magia, desliga-se do seu Eu, parte à descoberta e...consegue Partilhar!
É pedir muito prolongar as alturas em que fluem boas energias, tentando multiplicá-las? Só um pequeníssimo esforço... e a recompensa é garantida...
Em todas as ruas te encontro em todas as ruas te perco conheço tão bem o teu corpo sonhei tanto a tua figura que é de olhos fechados que eu ando a limitar a tua altura e bebo a água e sorvo o ar que te atravessou a cintura tanto tão perto tão real que o meu corpo se transfigura e toca o seu próprio elemento num corpo que já não é seu num rio que desapareceu onde um braço teu me procura
Em todas as ruas te encontro em todas as ruas te perco
"Era uma vez uma linda Princesa que vivia num castelo cor-de-rosa. Ficou conhecida pelo seu sorriso e alegria de viver, que contagiava todos à sua volta. Gostava de brincar e de se divertir. Certo dia, porém, a Princesa ficou doente. Ninguém sabia o que fazer porque não é comum que tal aconteça nos contos de fada. Começou a fazer tratamentos e a tomar muitos remédios para ficar boa. E a pouco e pouco deixou de sorrir. Só queria ficar quietinha e chorava muitas vezes porque tinha dores. Todos os habitantes do Reino ficaram tristes, e até o sol deixou de ter forças para brilhar. Era sempre noite e estava escuro… Mas, passado algum tempo ficou bem. Para isso contou com muita força de vontade da sua parte, a ajuda da família, amigos e o apoio da Rainha-mãe, a qual estava sempre ao seu lado a dar-lhe colo e mimos. Recuperou o sorriso bonito que a caracterizava. E o sol voltou a brilhar! Fez-se uma grande festa durante dias e dias, convidaram gente dos quatro cantos do Mundo. Houve imensas danças e cantares alegres."
A “Prisca” não é uma princesa. É apenas mais uma das inúmeras crianças que está na Casa da Acreditar. Para a mãe Catarina e todos aqueles que a amam é especial, sem dúvida! Também já tem um lugar no meu coração. É impossível não gostar dela. Esta curta história que inventei é a minha forma de lhe enviar uma mensagem de fé e esperança, apesar de ela ser demasiado pequena para compreender. Alargo-a a todas as meninas, meninos e pais que passam ou já passaram pelo enorme desafio de enfrentar uma adversidade chamada “cancro”. Coragem e força, sobretudo nunca desistam. É uma fase menos boa do longo percurso da vida, mas vai passar. Estou certa disso. Se precisarem de mim vou estando por perto…
Soltou um suspiro de alívio. Tinha escapado por pouco a um terrível aguaceiro! Despiu a gabardina preta, e desvendou a silhueta feminina no vestido justo. Escolhe uma mesa perto da janela de modo a observar o que se passa lá fora e espreita as gotas, pingos de chuva que não pára de cair. Imagina a expressão das pessoas debaixo dos chapéus. Desiludida, alegre, sonhadora? Quase ouve o barulho do vento e dos passos apressados quando encontram pequenas poças de água. As buzinas dos carros irritados com o trânsito. Uma tarde agitada também por causa do temporal… “Não vou pedir já. Estou à espera de uma pessoa”. Esboçou um sorriso tímido, pouco convincente. Dentro de si, as nuvens cinzentas parecem querer tapar o pouco sol que lhe resta. O telemóvel, em silêncio, mostra as horas. Poderia experimentar ligar-lhe mas iria apenas demonstrar a insegurança que sentia. E depois, atendendo ou não, estava certa que só ficaria ainda mais magoada. E se estivesse desligado? Tirou um livro da mala vermelha, embora soubesse que naquele momento este serviria apenas como um mero acessório. “Como o acaso comanda as nossas vidas” de Stefan Klein. Pensou na presente situação. Será que corresponde mesmo à verdade? Se calhar era boa ideia pedir alguma coisa. “Uma torrada e um chá de maçã canela, por favor”. Bebeu um gole do chá e trincou o pão. Esta espera, e a sua incapacidade de tomar uma atitude ou decisão estavam a deixá-la frágil e vulnerável. Como se o Mundo tivesse parado ou se virasse contra ela. Limpou a lágrima que lhe rolava pelo rosto. Procura estar atenta aos outros clientes. Por detrás da aparência o que poderá ser revelado? Ao fundo, um grupo de adolescentes parece hilariante, com imensas histórias loucas para contar. Falam todos ao mesmo tempo, sem facilitar o diálogo. De repente, levantam-se e saem. A casa de chá começa a ficar deserta. Parece que só resta mesmo ela! “Desculpe, mas vamos ter de fechar. Está tudo bem consigo?” “Sim, claro, estava distraída! As minhas desculpas” Abriu a porta, olhando o anoitecer. Pelo menos a chuva tinha parado e havia uma nesga de azul.
Nos dias que correm é raro ouvirmos notícias positivas… por isso temos de lhes dar ênfase quando existem!
No telejornal da RTP 1 de hoje falou-se em poesia nas cadeias, com o intuito de ajudar a combater a solidão entre os reclusos
Um estabelecimento prisional de Vila Real há quatro anos que procura “quebrar com palavras as grades da prisão”, ao abrigo de um Programa do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas. Libertação da alma, renascer e descobertas foram termos usados.
Um dos reclusos, em entrevista, referiu que “gosta de dizer o que sente através da poesia”. Ainda tive o privilégio de ouvir declamar um pouco do poema “Adeus”, do meu querido Eugénio de Andrade…
Numa noite destas espreitei o “Tyra Banks Show”. Para quem não conhece, trata-se de um talk show apresentado pela própria (modelo e actriz) acerca dos sonhos, esperanças e desafios que se colocam à mulher actual. As conversas vão-se desenrolando, algumas vezes com famosos e outras com ilustres desconhecidos. No programa que vi o desafio proposto consistia em averiguar se “a sensualidade ajuda”? Para isso uma mulher (atraente) aceitou colaborar em dois registos diferentes. Num deles apresentou-se com um visual descontraído e pouco cuidado. Saiu para a rua em busca de auxílio. Dirigia-se aos transeuntes que passavam, com simpatia e educação. Pediu moedas para o parquímetro, ou o uso de telemóvel para efectuar uma chamada urgente. Numa altura em que estava carregada de embrulhos deixou-os cair de propósito para avaliar a reacção das pessoas. Ninguém estava disponível, com excepção de um único cavalheiro. Noutra o seu visual era sofisticado. Maquilhagem, ida ao cabeleireiro e roupas “sexy”. Foi para a rua com o mesmo objectivo e igual sorriso. Neste segundo caso, as ajudas multiplicaram-se. Inclusive, um dos meninos foi trocar dinheiro de propósito para contribuir. Pelos vistos o aspecto exterior conta mesmo, e investir na nossa imagem facilita-nos a vida…
Acabou a Primavera. Começou o Verão. Um final implica sempre um recomeço. Por vezes na nossa vida estamos tão feridos, magoados com alguém que nos esquecemos de contemplar novos horizontes, novas pessoas e lugares. De abrir outras janelas para o Mundo e arranjar espaço no nosso coração. Temos que dar algum tempo a nós próprios.
Por isso, hoje vou usar as minhas “asas imaginárias” e voar por aí, perder-me no acaso. Esquecer-me de mim. Quando vislumbrar os oceanos quero misturar-me com as gaivotas. Vou sobrevoar as florestas e os bosques, e espreitar as copas das árvores. Chegar aos flocos de algodão das nuvens e improvisar momentos doces. Ligar-me à poesia porque o ambiente é propício…
Desta vez estou a tentar comunicar um bocadinho convosco. Se quiserem, é claro. Contem-me o que é preciso para sorrirem, qual o significado de um "dia perfeito". Ficar até tarde na cama ou levantarem-se com os primeiros raios de sol. Desligar-se do Mundo ou partir à aventura, redescobrir? Fico à espera dos vossos pequenos nadas que fazem toda a diferença... Se quiserem numa única palavra ou frase... Não deixem é de partilhar...
"Chegar a cada instante pela primeira vez..." Almada Negreiros
Será que conseguimos este feito no nosso dia-a-dia, a nível de trabalho e vida pessoal? Está lançado o desafio... Fico a aguardar as vossas ideias. Participem...
Longe daqui tens um segredo guardado Para abrir num lugar mais desejado No lugar onde possas saber O que por ser segredo não podes dizer
Serás tu a sombra que olhas no chão Serás a promessa que trazes na mão De que serve o teu disfarce e o teu secreto olhar Se não tens ninguém a quem te revelar Serás o silêncio ou um sonho desfeito Será teu o grito que arrancas do peito De que vale teres a lua e o céu inteiro para voar Se não tens ninguém a quem te poder dar
Longe daqui tens um desejo fechado Para abrir num lugar mais arejado No lugar onde possas saber O que há já muito tempo ficou por dizer
Serás tu a sombra que olhas no chão Serás a promessa que trazes na mão De que serve o teu disfarce e o teu secreto olhar Se não tens ninguém a quem te revelar Serás o silêncio ou um sonho desfeito Será teu o grito que arrancas do peito De que vale teres a lua e o céu inteiro para voar Se não tens ninguém a quem te poder dar
Fixaste o teu olhar no meu Ficaste longe daqui, tu estás longe de ti Tão longe de nós, corres para te salvar noutro lugar.
P.S. - Quando o vídeo estiver disponível, não deixarei de o colocar aqui... Fica prometido.
“O homem é a espécie mais perigosa ao cimo da terra”. O cartaz avisa-nos para estarmos atentos no caso de nos cruzarmos com esta “terrível criatura”…
Depois há outras espécies bem mais inofensivas e pacíficas, que nos vão surpreendendo ao longo do percurso. De início a Zizi e a D. Rita (araras) posam connosco para uma fotografia colorida e vistosa q.b. Alguns animais passeiam-se perto de nós, como pavões e tartarugas. Observamos a elegância do cisne de pescoço negro, cangurus simpáticos, pássaros irrequietos ou a misteriosa coruja das neves. Bichos são mais que muitos e de todos os tipos, por isso é possível que deixe alguns de fora desta descrição. Descubram por vocês próprios… Na quintinha, tive oportunidade de acariciar um belo cavalo branco. De ver a ovelha churra algarvia e cabra anã, bem como a lama e zebú anão. Presenciei uma espécie extravagante e bela de galinhas do leste da Europa denominada “paduana”. A sua “peruca” original é característica! Enfim!.. Desta vez não resisti mesmo a andar de baloiço… E os gibões (espécie de macacos) proporcionaram-nos um espectáculo imparável aquando a sua exibição numa dança acrobática de corda em corda. Mesmo no snack-bar não faltou a alegria, proposta por uma multidão de pequenitos faladores, os quais animaram o ambiente. Passeio escolar num dia convidativo a saborearmos o ar livre, com toda a certeza, Vale mesmo a pena fazerem uma visita. Relaxem e entreguem-se a uma manhã/tarde descontraída em contacto com a natureza. Uma ideia simples que inclui fauna e flora. Estive a falar do Zoo de Lagos, situado no Barão de S. João.
Foi inaugurado um parque infantil mesmo detrás da minha casa. E, para além de outras diversões tem baloiços, uma tentação para mim. Balouçar é algo que me faz sentir bem. Tal como comer um gelado, anima-me. Ainda não tive a coragem suficiente para experimentar porque já estou um “bocadinho crescida”. Não me parece adequado fazer uma espécie de concorrência às “criançada”, e os pais decerto ficariam a olhar-me de lado. No quintal da casa dos meus avôs havia um baloiço que o meu avô colocou lá especialmente para mim. Tantas saudades! Costumava andar nele ao anoitecer. Talvez, também numa destas noites me possa aproximar dos baloiços perto de mim, e na clandestinidade sentar-me num deles… Devo arriscar só para sonhar um pouco?
No passado domingo assisti ao concerto pela televisão (canal SIC Mulher). Aquela miúda simpática e doce “conquistou-me”… Voz e presença poderosas em palco. Uma beleza discreta que acentua o seu “glamour”. Passeou-se descalça entre a multidão, distribuindo flores vermelhas, e nem se esqueceu de dar uma ao segurança do evento. Linda imagem! Mais palavras para quê?
Dez coisas para fazer foi o alerta lançado pelo Oceanário para combater o Aquecimento Global: 1) Mudar uma lâmpada. Se substituirmos uma lâmpada normal por uma fluorescente poupamos 68 Kg de carbono por ano; 2) Conduzir menos. Caminhar, andar de bicicleta, partilhar o carro ou usar os transportes públicos com mais frequência poderá poupar 0,5 Kg de dióxido de carbono por cada 1,5 Km que não conduzir; 3) Reciclar mais – pode poupar 1000 Kg de dióxido de carbono por ano reciclando apenas metade do seu desperdício caseiro; 4) Verificar os pneus – manter os pneus do carro devidamente calibrados pode melhorar o consumo de combustível em mais de 3%. Cada 4 litros de combustível poupado retira 9Kg de dióxido de carbono da atmosfera; 5) Utilizar menos água quente – aquecer a água consome imensa energia. Usar menos água quente instalando 1 chuveiro de baixa pressão irá poupar 160 Kg de CO2 por ano e lavar a roupa em água fria ou morna poupa 250 Kg por ano. 6) Evitar produtos com muita embalagem – pode poupar 545 Kg de dióxido de carbono se reduzir o lixo em 10% 7) Ajustar o termostato – acertar o termostato 2 graus para baixo no Inverno e 2 graus para cima no Verão pode poupar cerca de 900 Kg de dióxido de carbono por ano; 8) Plantar uma árvore – uma única árvore absorve uma tonelada de dióxido de carbono durante a sua vida; 9) Seja parte da solução – aprenda mais e torne-se activo em www.climatecrisis.net 10) Não se esqueçam de espalhar esta mensagem!
Agradou-me esta notícia que passo a transcrever. Foi retirada do Notícias Magazine de 25 de Maio de 2008.
“A Intercontinental Hotels Group (IHC) apresentou o Innovation Hotel, “o primeiro hotel verde, a respeitar a cem por cento o meio ambiente”. Alimentado por energia solar, este projecto futurista, ainda virtual, dispõe das últimas tecnologias em conservação de água e energia e em reciclagem: painéis solares no telhado para aquecer a água, sistemas de recolha de água da chuva para utilização nos sanitários, um jardim no telhado, rico em arbustos para oferecer isolamento extra, energia eólica para gerar electricidade para o hotel, janelas de cristal reciclado, mobiliário e acessórios completamente concebidos com materiais reciclados, uso dos desperdícios domésticos para produzir calor e energia, todos os alimentos não perecíveis, que não tenham sido utilizados, são enviados a bancos alimentares e organizações de caridade. A cadeia hoteleira assegura que as características do Innovation Hotel vão ser padrão para todas as marcas do grupo IHG, nos próximos anos!”.
Tive a oportunidade de ver esta peça na passada sexta-feira no Teatro da Comuna. Gostei, penso que está bem conseguida. Com um humor peculiar, fez-me rir e pensar ao mesmo tempo. Apresenta-nos um conjunto de situações quotidianas que retratam as relações familiares entre adultos e crianças. Mostra-nos não só o conflito de gerações mas também os conflitos internos que existem em cada um de nós. Inicia-se com uma terapia de grupo (feminina). Quatro mães desabafam em conjunto o facto de, por razões diversificadas, "odiarem"(?) os seus filhos. Em seguida dá-nos uma simulação de pais em figuras "patéticas" numa maternidade, rendidos ao encanto dos bebés, que observam de longe. Meninos que em jeito de oração numa igreja pedem presentes ao Pai Natal, uma menina que tem dos pais e duas mães e não sabe bem o que fazer com isso. Um casting com vista a conseguir o papel para um anúncio de seguros. Enfim!.. Muita graça, ritmo e um óptimo trabalho de toda a a equipa. No final de cada cena uma bicicleta passeia-se pelo palco. Termina com o desejo de regressarmos à infância e a possibilidade de reviver experiências inesquecíveis.
Júlio Mota é o responsável pela Recolha de Textos, Versão Cénica e Encenação.
O Elenco é composto por: Hugo Franco, João Tempera, Jorge Andrade, Judite Dias, Maria Ana Filipe, Mia Farr, Miguel Sermão e Tânia Alves.
Para as Crianças do Mundo inteiro no próximo domingo, dia 01 de Junho :)))))))))))FELIZ DIA DA CRIANÇA!..
Encontrei por mero acaso na net, uma história que acho uma delícia… Fala-nos de um pescador, que tinha de se levantar todas as manhãs antes do nascer do sol, e só voltava a casa depois do sol posto. Ele tinha mulher e um filho. Infelizmente, mal via a mulher, e nunca conseguia ver o filho pequeno acordado, excepto nos seus dias de descanso. O pequeno ressentia-se com essa situação, e então o pescador fez um acordo com o rapaz: ele iria vê-lo todas as noites, mesmo que já estivesse a dormir, e dar-lhe-ia um beijinho. Para provar que tinha estado lá, faria um nó nos lençóis. E assim foi: todas as manhãs, o miúdo acordava e procurava o nó nos lençóis. Assim que o encontrava sentia-se muito feliz, porque sabia que o pai tinha estado ali, e que estaria sempre por perto a olhar por ele, ainda que não se vissem um ao outro…
Recordei hoje esta música, durante uma aula de ginástica localizada. Que ideia tão boa, obrigada professor! Não resisti a colocá-la neste espaço, fiquei tão contente por poder revê-la enquanto me esforçava por dar o meu melhor nos exercícios... As alunas "perdoam-lhe" o facto ter chegado atrasado...
“…O relatório da Amnistia Internacional (AI) 2008 indica que, em Portugal, persistem os episódios de violência contra as mulheres, bem como os casos de violência policial e consequente impunidade. No que toca à violência contra mulheres, o relatório reproduz os números apresentados pelo Governo, em Julho do ano passado, os quais indicavam que, no decorrer de 2006, 39 mulheres foram mortas pelos maridos. O relatório indica ainda o arranque do terceiro Plano Nacional contra a Violência Doméstica, em Junho, que previu o acesso gratuito a tratamentos médicos por parte das vítimas. A situação continua má, 60 anos após a adopção da Declaração Universal dos Direitos Humanos…”
Notícia retirada do Jornal “Público” de 28-05-2008
Será que conseguimos ficar indiferentes perante esta realidade?..
De uma forma ou de outra todos desejamos a Paz. Estar em paz connosco, com os outros. Que o Mundo esteja em paz! Não custa muito fechar os olhos por breves instantes e idealizarmos esse lugar, nos nossos sonhos… Recorremos à meditação e esvaziamos a nossa mente de pensamentos desnecessários, que vão e vêm, estamos só aqui e agora. Num Mundo onde não há lutas pelo poder, guerras, descriminação, injustiças. Onde a partilha é um privilégio e surge tempo para contemplar a beleza de cada momento. Cheio de amor e harmonia entre os seres humanos. Criam-se amizades genuínas e a palavra solidariedade é mais do que uma mera teoria.
Hoje é o início de mais uma semana, segunda-feira cinzenta. Vamos dar-lhe um pouco de magia…
Imagine
Imagine there's no heaven It's easy if you try No hell below us Above us only sky Imagine all the people Living for today... Imagine there's no countries It isn't hard to do Nothing to kill or die for And no religion too Imagine all the people Living life in peace...
You may say I'm a dreamer But I'm not the only one I hope someday you'll join us And the world will be as one
Imagine no possessions I wonder if you can No need for greed or hunger A brotherhood of man Imagine all the people Sharing all the world...
You may say I'm a dreamer But I'm not the only one I hope someday you'll join us And the world will live as one
Para atravessar contigo o deserto do mundo Para enfrentarmos juntos o terror da morte Para ver a verdade para perder o medo Ao lado dos teus passos caminhei
Por ti deixei meu reino meu segredo Minha rápida noite meu silêncio Minha pérola redonda e seu oriente Meu espelho minha vida minha imagem E abandonei os jardins do paraíso
Cá fora à luz sem véu do dia duro Sem os espelhos vi que estava nua E ao descampado se chamava tempo
Por isso com teus gestos me vestiste E aprendi a viver em pleno vento
Sophia de Mello Breyner Andresen, in "Livro Sexto"